Um livro veio parar por aqui estes dias; uma leitura interessante. Vale, no mínimo, uma espiadela enquanto se toma algum café numa livraria aconchegante. Trata-se da compliação dos diários da mestra do suspense, Agatha Christie. Nas páginas, organizadas por John Curran, a autora de Miss Marple e de Hercule Poirot revela um pouco do seu processo criativo. Há páginas inteiras com esquemas e anotações pra lá de interessantes.

Correio Desaparecido do Japão: Cartas para os que partiram
Na ilha de Awashima, no Japão, um antigo prédio dos correios se tornou um santuário de memórias. Conhecido como “Correio Desaparecido”, ele abriga mais de 60 mil cartas destinadas a quem já não pode respondê-las — entes queridos falecidos, versões passadas e futuras de quem escreve, até mesmo animais de estimação. O espaço é mantido por Katsuhisa Nakata, um ex-carteiro de 90 anos que acolhe essas mensagens como correspondência oficial.
A prática de escrever cartas não enviadas vai além do simbolismo e tem respaldo científico como ferramenta terapêutica. Estudos mostram que essa forma de escrita ajuda a processar emoções, aliviar a ansiedade e promover o autoconhecimento. Seja para despedidas, pedidos de perdão ou diálogos internos, escrever sem a expectativa de resposta pode ser um poderoso exercício de cura emocional.