Tirou, da mesma gaveta da qual havia tirado o fumo, uma pasta azul que continha uma grande etiqueta em que se podia ler: “Arquivo de poemas abandonados”.

Lembro-me muito bem das cinqüenta folhas em que havia escrito com tinta vermelha os poemas que abandonava, poemas que, de fato, jamais passavam do primeiro verso; lembro-me muito bem de algumas dessas folhas de um único verso:

Amo o twist de minha sobriedade.

Seria fantástico ser como os outros.

Não vou dizer que um sapo seja.

(In “Bartleby e Companhia“, de Enrique Vila-Matas,  Ed. Cosac y Naify)

 

Para um trecho maior, clica aqui.

Outros textos que talvez você goste

Conheça nossos livros!

Como Escrever um Diário

O diário não é só um repositório de memórias — é um espaço de escuta, de elaboração, de conexão com quem você é.
Se você sempre quis começar a escrever, mas não sabia por onde, este eBook é um convite direto, leve e possível.

Ponto, Vírgula & Coração

Pontuar é escolher o ritmo da alma

Este guia literário vai muito além das regras gramaticais.
Aqui, a pontuação vira gesto, intenção e respiração do texto.
Para quem quer escrever com mais clareza — e também com mais coração.

Quer tirar alguma dúvida?
WhatsApp